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dezembro 04, 2009

Ode Contra o Desgosto

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soluço no pescoço
com o coração no bolso
ah... que sufoco!
eu sou muito mais o outro,
do que o desgosto,
retrato desenhado no meu rosto

sei muito,
faço pouco

essa vida nao acha
graça...
mas eu nao ouço
tenho osso duro
como quem sabe sofrer e nao dizer

mas o que eu quero
mesmo é fazer
o que eu sei

outubro 08, 2008

granular,
fulgura,
espirituoso
e esperançoso,
sem meias,
palavras no chinelo.
o som eclode corado
e aflora o ar,
de fora dos pulmões ardentes
arrebatando a alcunha árdua,
desfigurando a face temerosa e afogada;
estupendo,
most of all.

julho 02, 2008

a glimmer and a glimpse

as palavras sangraram pra sair hj, e assim foi, frágeis e coaguladas de dificuldade, q elas piscaram no ar fora da minha boca, com uma fragilidade perceptível q assusta. nem tudo é explicável, é isso q mais pulsa. e quando sangra é quando mais tateio nessa busca indulgente e racional. nessa tentativa q nao sei o quanto necessária é. quando a mente está longe do corpo, cada um em um, sem saber que precisam um do outro. quando os nervos gritam sem saber verbalizar q os olhos distantes fazem do corpo presente pra quem estiver perto e quiser colo e cuidar e olhar com sorrisos silenciosos. (primeiro movimento)
here is a song, when you love, and you are afraid of this kind of feeling...
(31 mars)