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junho 16, 2009

esmola e espada

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Esmola e Espada
Servem de escada?
Detêm a cambada?
Ensaiam a emboscada?
Sonham com a virada?
Enganam a embaixada?
Aterrorizam a fachada?
Superam essa parada?
Explodem a barricada?
Garantem a alma lavada?
Resolvem a grana poupada?
Embalam mentes ceifadas?
Confundem a moçada?
Ficam ali deitadas?
Escondem a mão cortada?
Mantêm coisas sagradas?
Se lambuzam toda sangradas?
Supõem e não fazem nada?
Detonam a cachorrada?
Apavoram as coitadas?
Celebram dores encantadas?
Se banham em calma?
Sugerem...
Engolem tudo e não sobra nada?
Sopram a resposta honrada?





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outubro 08, 2008

granular,
fulgura,
espirituoso
e esperançoso,
sem meias,
palavras no chinelo.
o som eclode corado
e aflora o ar,
de fora dos pulmões ardentes
arrebatando a alcunha árdua,
desfigurando a face temerosa e afogada;
estupendo,
most of all.

agosto 07, 2008

ela anda na balança



salamandra espantada entorta a planta tacada na varanda. se manca e se manda, saindo de banda, e compra uma fanta laranja com lata gigante na Tailândia. ao mesmo tempo se sacudia, balançava as pernas, sem agonia, sentada na cisterna, sorria. uma garrafa de vinho "gazela" no canto da janela interna aberta sobre a tela inteira. feita de canela e beringela, sem tigela,
peneira, guarda na geladeira.
aborda a cozinheira.