Usada a pastilha
De cloro vencida, pôs fim
À balbúrdia infinita
Antes que fosse vista
Com o sinuoso golpista
Que sempre dizia:
A mesma frase todo dia:
A vida é repetida,
Viver é repetir
Errado de todo não estava,
Mas levar tal coisa a ferro e fogo
Não prestava para nada
Do que se esperava
Porque, se relaxada,
Sentaria na cadeira, mesmo quebrada,
E, não calma, porém deitada,
Poderia ouvir o que depois viria,
Supondo estar preparada
Não sendo mera repetição enganada
Pois saberia ao menos
Para ser mais
E raciocinar
Servindo
/ SE MANCA
refrao < LEVANTA
\ E SE MANDA
Estas coisas perdidas dos meus antigos quintais
Tanto faz
Enqto tanto fez
Os outros, nos cargos de não bandidos,
À primeira vista pareciam e não esqueciam
O quanto a vida era um desarrumar
Constante
de gavetas a cabeças
e por isso se diziam
que as retomadas eram necessárias
nunca dizendo não
ao que por sinal
sempre fora normal
mesmo quando não se quisesse
fazendo festas
ou olhando as frestas
das almas nas janelas
todas iguais no final
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junho 17, 2009
junho 16, 2009
EVER

EVER
Gesto de gesso. Sento no sofá mas não adormeço. Sonho com gelo seco no cinema solene do espelho.
Soa no roxo encosto do banco, o rosto solitário de um soldado leviano e desnudado. Observa o rapaz em seu gozo fugaz. Diz-lhe com voz efêmera o que não o condena. Deixe-o com a dor suprema. Suplica-lhe o sono crônico sem sufoco. Que sorrisos descortinados o seguirão no espírito soluçante.
Em tempo, acorda de olhos abertos na baba rançosa de outrora. Porém seu semblante não está mais escaldante. Não está extravagante. E sim solto, exposto e corajoso.
Com a mão no bolso remexe no soro onde o ciúmes deixou o sufoco e evaporou. Leva agora então as mãos ao pescoço e enfim sonha sem esforço.
dezembro 15, 2007
ardido
Não quero tirar
minha lente
e só enxergar
o vermelho dos meus olhos
machucados, de tanto tempo
dado e esquecido,
tecido leve. E só entao
a tiro, porque ela quer sair. E só
com dificuldade que arranco
com ela meu vermelho
já morto acumulado
na lágrima velha e seca.
minha lente
e só enxergar
o vermelho dos meus olhos
machucados, de tanto tempo
dado e esquecido,
tecido leve. E só entao
a tiro, porque ela quer sair. E só
com dificuldade que arranco
com ela meu vermelho
já morto acumulado
na lágrima velha e seca.
enough
voz de ressaca e corpo de quem morre
ao acordar
achava que meus olhos, colados
à minha boca, me
entregassem
ao acordar
achava que meus olhos, colados
à minha boca, me
entregassem
setembro 25, 2007
dúvida
coleciono rascunhos
quero dormir
quero legendas sem som
Em caso de incendio, quebre
gosto de praça
Existe dia plácido após frisson de noite furiosa?
OVER U:
nova nao estou,
mas em pedaços
me satisfaço
e anoite,
ou no fim do dia,
adormeço;
e mantenho sempre
fluxos alentadores
e pessoas queridas..
pra que comer e comer e comer?! é bom, uns distraídos diriam; é relaxante, observariam os zens, é nutritivo, os racionais; é preenchedor, os carentes; assim como tantos outros. mas, talvez meu estômago, continua se me perguntando. Fique em estado suspenso, tendendo a sereno. Aprecie o limiar de tristeza e alegria. Nao queira se empanturrar até explodir. Também nao seque e rache. tudo isso te apaga, nao é mesmo?! toque, da maneira que bem entender, e aperte, a leve névoa que paira sobre o chao após uma chuva torrencial.
O que quero ver sentir com todo esse espinhal é que - te sinto (vida) - e te quero presente em meio à minha solidao.
Que sabe, sentir o prazer, mesmo que inevitavelmente entremeado de dor, posto que assim tudo se expande sensivelmente.
quero dormir
quero legendas sem som
Em caso de incendio, quebre
gosto de praça
Existe dia plácido após frisson de noite furiosa?
OVER U:
nova nao estou,
mas em pedaços
me satisfaço
e anoite,
ou no fim do dia,
adormeço;
e mantenho sempre
fluxos alentadores
e pessoas queridas..
pra que comer e comer e comer?! é bom, uns distraídos diriam; é relaxante, observariam os zens, é nutritivo, os racionais; é preenchedor, os carentes; assim como tantos outros. mas, talvez meu estômago, continua se me perguntando. Fique em estado suspenso, tendendo a sereno. Aprecie o limiar de tristeza e alegria. Nao queira se empanturrar até explodir. Também nao seque e rache. tudo isso te apaga, nao é mesmo?! toque, da maneira que bem entender, e aperte, a leve névoa que paira sobre o chao após uma chuva torrencial.
O que quero ver sentir com todo esse espinhal é que - te sinto (vida) - e te quero presente em meio à minha solidao.
Que sabe, sentir o prazer, mesmo que inevitavelmente entremeado de dor, posto que assim tudo se expande sensivelmente.
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