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dezembro 06, 2009

Atonal

serei seu blues
mas me canta
em lá amor
sem contratempo
pois sou fragmento
atonal
solto no mar
de traços e cores

dezembro 02, 2009

Water Me



Ao T.


Teu mundo
Num mundo meu
Ao teu modo
E ao que nao é meu

Seu sorriso
Meu presente

Te sinto
Seu amor
No meu modo
E no seu mundo

Simplesmente

Tenho o que quero
Tudo teu


.
Nosso sonho
Num olhar

setembro 04, 2009

INFINITIVE

infinitive case

papel amassado
rock
bolhas

welcome to the caos
belo ocaso
the one that surronds us
even when you believe
it doesn't
caos is possibility

namaste

janeiro 20, 2009



Me condenso, dentro da piscina,
sentindo a chuva por sobre tudo
gota a gota
pulso
dentro da nuvem e
flutuo
na superfície espumosa
onda a onda

outubro 04, 2008

Da nudez













Seu nome, seu sexo, seu gesto, seu nexo Fome do que em mim não some, consome, nevrálgica e perplexa, sua intensidade violenta e completa...


dezembro 15, 2007

atrás dos vidros, barulhinhos

Há um tempo nao trocamos
De roupas estão os pedaços
De emails cortados
E abandonados à falta
De respostas não feitas
As perguntas sufocadas
Um dia se cansam
E perguntar sem falar
Um A de assombro
É só o que
Nao devia
Restar
Jogado no
Fundo de
Uma caixa
Embaixo
Da cama

setembro 25, 2007

Sol com Chuva

À L.

Agora, entrelaço pedaços infinitos
de suspirantes e coloridos
espaços soltos.
Estão todos ali, parados, flutuando
sobrepostos à nossa pele.

O quarto, completo de um sereno
- o mais úmido -
tranparente e volátil,
adensa nossa volta
com sorrisos cheirando a maré

Braços com lábios mais pescoços com palmas
Dedos e cabelos e costas
Todos compridos
Todos quentes
Escorrem olhando pra mim
e inspiram e respiram
o outro satisfeitos

agosto 17, 2007

Pétala



silêncio inocente
não vê quem sente
sua latência
repleta de carência
por isso nao importa (se)
suave vaga
enquanto em indolência
passa sua tinta branca
e insana na grama

e se esconde

fica refletido nas entrelinhas
suspirando solenemente

quem cismar
pode gritar
e no eco se olvidar
se batendo se debatendo
...indo...
simples sopro soltando socos em nossos rostos

agosto 15, 2007

eu me iludibriando...


Tenho um causo novo. Uma menina distraída e um pouco desastrada passou para visitar e espirrar um pouco de água da chuva em sua, digamos, lover-coisa-do-tipo, e tentar sentir seu cheiro nas folhas de papel penduradas no varal da varanda.. nisso, encontrou um papel amarelado se limpando de um pouco de pó. Resolveu, curiosa, atentar para o desbotado daquilo, mas sem se empoeirar também. Percebeu assustada, em uma olhada nada transversal ou paralela, um detalhe inesperado e lúgubre, que figurava nas entranhas, entre as fibras do papel, quase podendo sentindo as peles mortas da pessoa que em algum momento indiferente se apoiara ali para que se escrevessem, talvez, sonetos improvisados..
Nesse momento mínimo sentiu uma dor lancinante recoberta por um langor libertino injuriado e desejavelmente injustificada. Espirrou, sacudiu a poeira, atirou o papel longe - com um pequeno rasgo incontrolado na ponta - seja lá o que fosse aquilo e continuou o passeio pelo circo do castelo.
Nessa caminhada longínqua, resolveu que se lavaria de saliva e não mais procuraria papéis amarelados como aquele, porque achava, notoriamente sublimado, que tivera alergia a essas procuras humanas e inúteis!