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Esmola e Espada Servem de escada?
Detêm a cambada?
Ensaiam a emboscada?
Sonham com a virada?
Enganam a embaixada?
Aterrorizam a fachada?
Superam essa parada?
Explodem a barricada?
Garantem a alma lavada?
Resolvem a grana poupada?
Embalam mentes ceifadas?
Confundem a moçada?
Ficam ali deitadas?
Escondem a mão cortada?
Mantêm coisas sagradas?
Se lambuzam toda sangradas?
Supõem e não fazem nada?
Detonam a cachorrada?
Apavoram as coitadas?
Celebram dores encantadas?
Se banham em calma?
Sugerem...
Engolem tudo e não sobra nada?
Sopram a resposta honrada?
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junho 16, 2009
volando voy
EVER

EVER
Gesto de gesso. Sento no sofá mas não adormeço. Sonho com gelo seco no cinema solene do espelho.
Soa no roxo encosto do banco, o rosto solitário de um soldado leviano e desnudado. Observa o rapaz em seu gozo fugaz. Diz-lhe com voz efêmera o que não o condena. Deixe-o com a dor suprema. Suplica-lhe o sono crônico sem sufoco. Que sorrisos descortinados o seguirão no espírito soluçante.
Em tempo, acorda de olhos abertos na baba rançosa de outrora. Porém seu semblante não está mais escaldante. Não está extravagante. E sim solto, exposto e corajoso.
Com a mão no bolso remexe no soro onde o ciúmes deixou o sufoco e evaporou. Leva agora então as mãos ao pescoço e enfim sonha sem esforço.
março 15, 2009
março 04, 2009
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