agosto 07, 2008

ela anda na balança



salamandra espantada entorta a planta tacada na varanda. se manca e se manda, saindo de banda, e compra uma fanta laranja com lata gigante na Tailândia. ao mesmo tempo se sacudia, balançava as pernas, sem agonia, sentada na cisterna, sorria. uma garrafa de vinho "gazela" no canto da janela interna aberta sobre a tela inteira. feita de canela e beringela, sem tigela,
peneira, guarda na geladeira.
aborda a cozinheira.



julho 02, 2008

a glimmer and a glimpse

as palavras sangraram pra sair hj, e assim foi, frágeis e coaguladas de dificuldade, q elas piscaram no ar fora da minha boca, com uma fragilidade perceptível q assusta. nem tudo é explicável, é isso q mais pulsa. e quando sangra é quando mais tateio nessa busca indulgente e racional. nessa tentativa q nao sei o quanto necessária é. quando a mente está longe do corpo, cada um em um, sem saber que precisam um do outro. quando os nervos gritam sem saber verbalizar q os olhos distantes fazem do corpo presente pra quem estiver perto e quiser colo e cuidar e olhar com sorrisos silenciosos. (primeiro movimento)
here is a song, when you love, and you are afraid of this kind of feeling...
(31 mars)

dezembro 17, 2007

perdoem nada

"Perdoem excessivas, obscenas carências, pieguices, subjetivismos, mas..."
(Caio Fernando)
se ele já falou, nao vou escrever mais. por enquanto é isso.
descanso numa rede imensa é o melhor em dias perdidos.

dezembro 16, 2007

it's over

"Não sabe ouvir pausas
como as minhas
nossas idas e voltas

agora não adivinha
que carrego um poema
pra entregar antes que vá
embora junto com a ventania"
(A.G.)

insuspeitado

de com que
resta e une
o então de agora
as sobras foscas
porém de outrora
a preencher

ponto

ponto. não está dito.
e vírgula
é o que vem
depois
de um calor
cansativo

e no caso,
nada vem,
nem dois
-sem-graça-
pontos.

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ponto