novembro 08, 2009

setembro 04, 2009

junho 24, 2009

o que se vira

Nervoso

Ouro no bolso

Sem esforço

Era o lema

De cada rosto

Que o gigante tsunami

Comera sem gosto


E naquele exato

E rápido

Momento

O que se vira

Se diga

De passagem

Poucos saberiam

Pois não são

Coisas que assim

Sem motivo

Se encontram

De repente

Nem sequer

Cercado

O coitado estava


Se redimira

Do que antes

Rira

Agora sem dente

Carente como solvente

De retaguarda

Soluço retirado

Do marca-passo

Em contagem regressiva

Todos suados

Sem sapatos

Olhares alagados

O trabalho foi desprezado

Enquanto o sofrimento

Tempo não deu

Depois deposto

E deixado de lado

Coisa de mercado

Foi o que não sobrou

Apenas derrota sem nome

De um gigante infante

Mal tratado como poucos

Por tanto tempo

É bom que

Se diga

De passagem


O caos tête-à-tête

27.12.2008

Toda de papai Noel

Vestida

Para o gosto

Dos mais caretas

Toda linda

No Natal

Sem sal

Pão e vinho

Sobre a mesa

Recostada na toalha

Ouve o sermão

Da avó

Que em nenhum ouvido

Faz sentido

Risadas sem graça

A calçada sobra

Lá fora

o sono esgota

nos copos com álcool

de cada presente

surpresa?

Cadê a sobremesa?

A essa altura

O estômago empanturrado

Arrota

Se volta

A revolta

Revira-e-volta

Dá meia volta

Pede escolta

Olha o peru assado

Nada

Sozinho se molda

Nem suporta

Tiro nas costas

De senhoras

Mal cheirosas

Nervosas e preconceituosas

Soldados expostos

Rostos cortados

No relógio

Não há volta

Gigante senhora

De retórica assombrosa

Sem resposta

Enmuda

Mas não esquece

A tragicomédia

Da selva

Novelas de espanto

Inibem prantos

Em festa trabalho e pão

Em sentinelas da reserva

Infestam todas as festas

Como se pregassem peças

E o que resta

Se piora esbarra

Nos últimos minutos

Para a salvadora

Comemorações de fim

De ano

Em ano

A cada

Uma

Que cala

A boca e mente

Invente um foguete

Feito de sorvete

Com destino à marte

Em expedição

Sem deserção

Nem obrigação

De comoção

Ou colchão

Dessa gig sem razão


Su casa pero no mucho

Su casa pero no mucho

Surrealista

Não ameniza,

Ataca a política

De sonho, retorcida,

Nos últimos suspiros

De quem nada acredita

Pois a vida eterniza,

Ensandecida,

Os erros

Grandes feitos,

E mantém, esquecida,

Os que queriam dela

Apenas acolhida

Por ódios não curados.


Carapaça

(termina corrompida)
Poder de sumiço, aparecido a serviço do quebradiço almoço de todo dia nas casas dos moços de família e, de bolsos cheios, muitos deles.
Tendo então exposto todo o engodo, partiu, para desgosto, a alimentar o enxofre, já que o sangue, condenado, sem respaldo, não seria trocado. Ficaria enlatado, para que outros não fossem intoxicados; e, livres da desgraça, fossem, sem ressaca, tomar cachaça em outras praças.
Sem graça, sem que a carapaça caia, alguém disfarça.

significado

Sem mais, passo.

O significado é um achado que está ao lado de cada um que se coloca, sentado, ou mesmo deitado, (porque não), disposto a ler e a entender.

Dito isto, que fique explícito o comunicado.