dezembro 04, 2009

Ode Contra o Desgosto

.


soluço no pescoço
com o coração no bolso
ah... que sufoco!
eu sou muito mais o outro,
do que o desgosto,
retrato desenhado no meu rosto

sei muito,
faço pouco

essa vida nao acha
graça...
mas eu nao ouço
tenho osso duro
como quem sabe sofrer e nao dizer

mas o que eu quero
mesmo é fazer
o que eu sei

semi blues

...

mesmo quando nao sei nada
eu espero e ela fala:
é assim, diz pra mim
sou feliz, estou aqui...


...

e tudo isso ali sentada,
parece até que acomodada,
mas,
o que ela quer
é saber sentir-e-amar
é... como em casa...

...

seu sorriso, me faz crer
que isso tudo vai nascer
e o viver, vai valer

cada segundo com você,
nada mais eu vou querer
só um pouquinho de namastê...

venha ver, eu to sentindo
tudo isso é tao bonito

Nao me deixe aqui

... ao ritmo do blues...

nao me deixe aqui...
nao... veja bem...

assim vendendo a alma,
todos vao levando a tarde
mesmo quando a vida fala
o diabo é o que arde

pois... veja bem!

todos vao levando a vida
aguentando mesmo se nao cabe...
e o que eu quero nao é longe,
mas talvez nao ache...

entao... veja bem... ~
nao me deixe aqui... ~ REF

desse lado tudo é caro
e o vício é um alarme
lembra bem daquela tarde?!
o amor ainda me invade...

entao... veja bem... ~
nao me deixe aqui... ~ REF

... som do blues...
. ... bem aqui...
vem aqui.... vem pra mim... nosso jeito... nosso mundo...

sem sufoco, só arroto... ao som do blues

entao... veja bem...
venha aqui...
eu te chamo... eu te amo...

nao lamento, só proclamo...

. . .
.

dezembro 02, 2009

Water Me



Ao T.


Teu mundo
Num mundo meu
Ao teu modo
E ao que nao é meu

Seu sorriso
Meu presente

Te sinto
Seu amor
No meu modo
E no seu mundo

Simplesmente

Tenho o que quero
Tudo teu


.
Nosso sonho
Num olhar

ensaio sob o sono

esforço do silêncio
enquanto se adormece

em tudo mexe
até o que esquece

aconchego suspenso
sinal de desespero

e com o sono surpreso
o espelho se ofende
do alto pendente

sem pulso

apenas o passo,
sem espaço,
é desencanto
falado em esperanto

Trivial

Engole a tua sola,
molhada na enxurrada.
E o corpo, esfola.

Ninguém mais aguenta
o tanto que se amola.

o tanto que se procura

desenvolta, sopra...
... na outra
!MAGIA!
quando a olha
deslize contumaz
assim como viu
coisas que por aqui
nunca andaram dantes

...

e assim se faz a vida
. e assim se faz amar.
quando se tem a si a dar-se
fora do altar, no tempo do ar
...