junho 24, 2009

significado

Sem mais, passo.

O significado é um achado que está ao lado de cada um que se coloca, sentado, ou mesmo deitado, (porque não), disposto a ler e a entender.

Dito isto, que fique explícito o comunicado.



Sussurro


(inspirado em Saramago, Objecto Quase)


Vai, mesmo exaurida, em ação, digamos, que altruísta, não propriamente de despedida de algum tipo de tentativa purista, não, mais para turista, com um quê de anarquista. Pois bem, chega na sala de espera e, sendo solícita, faz o pedido para a analista. Esta, após longa lista, dá a notícia já anteriormente prevista: não seria atendida, pois, por ânsia e ignorância, passiva, não aterroriza. Avisa, como quem aterriza, que, tempos atrás, porém ainda nessa vida, havia ingerido remédio hoje proibido. Infelicidade que se dá por conta da nossa medicina, que a mídia contagia, com esperanças em embalagens longa-vida.

Não mais sofrida, busca, assumida, tomada pela adrenalina que vinga na subida: vai praquela mesma mídia que a todos resfria quando anuncia a aspirina.

Dessa vez não seria passiva, seria diferente, iria em frente com o que acredita que sente.

Simplesmente diria e, se preciso fosse, gritaria. Ainda por cima, silenciaria o que a todos entedia e azucrina. O que se ouviria se repetiria, até que um belo dia, não restaria dúvida alguma, e tudo estaria provado e comprovado, enquanto o que restasse, reprovado seria, por alarme falso.

junho 17, 2009

Camomila

05.11.2008

camomila respira

na água da piscina

sob(re) a luz fina

no chao

do sol

que sim, oscila

feito poesia divina

em véu de gotas

banhada em gotas

mergulhada

derrama os pós

sente o espinho

da vida evaporar

e ir ao mar

feito água de chuva

leve

(que) com barulhinhos

Cai / sai

sobre os ombros espalha

(sob) na sombra

de (em) ondas de muitos

múltiplas linhas

se expande e se esvai

desfaz

(e) que após

diz:

lhe apraz tal lilás

mordaz

where they go

is where we’ll be

so abra os braços

tudo sana

(sempre que) a chuva

descansa

cedo se tocam

são os desejos

vindos da mudez

dos esperados

(sem que) mas nem por isso

aceitos

desenlaces

da senilidade

..........................

condenso

o imenso olhar

carnal sem ser banal

uns esperam

outros festejam

em fervores

por temores

e dissabores

por favores

em casa ou distante

sempre diante

das notas dos flautistas

solistas de vidas

danças alegre(s)

semeia

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Cloro

Usada a pastilha
De cloro vencida, pôs fim
À balbúrdia infinita
Antes que fosse vista
Com o sinuoso golpista
Que sempre dizia:
A mesma frase todo dia:
A vida é repetida,
Viver é repetir

Errado de todo não estava,
Mas levar tal coisa a ferro e fogo
Não prestava para nada
Do que se esperava
Porque, se relaxada,
Sentaria na cadeira, mesmo quebrada,
E, não calma, porém deitada,
Poderia ouvir o que depois viria,
Supondo estar preparada
Não sendo mera repetição enganada
Pois saberia ao menos
Para ser mais
E raciocinar
Servindo

/ SE MANCA
refrao < LEVANTA
\ E SE MANDA

Estas coisas perdidas dos meus antigos quintais

Tanto faz
Enqto tanto fez

Os outros, nos cargos de não bandidos,
À primeira vista pareciam e não esqueciam
O quanto a vida era um desarrumar
Constante
de gavetas a cabeças
e por isso se diziam
que as retomadas eram necessárias
nunca dizendo não
ao que por sinal
sempre fora normal
mesmo quando não se quisesse
fazendo festas
ou olhando as frestas
das almas nas janelas
todas iguais no final

perro

silêncio brutal
que nao deixa paz
e muito faz mal
se não se desfaz
em algo que nao tem mais

.

Cinema mudo

Não davam mais voltas completas. Não voltavam mais sempre ao mesmo tempo. Os ponteiros, mesmo, em si, não mais existiam. Se não na lembrança. Remota. [agora os números se repetiam? agora cada hora era fixo, parado.]


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No fingir dos ovos. Cabeludos. Não sabia mais ler as horas. Não as sabia. Não em lápis e papéis “táteis” (palpáveis). Em cada segundo piscava um pixel. Um quadrado eletrônico no pulsar dos ovos e seu frigir. O frágil passar de antes agora objeto.

insana insônia

11.11.2008 (madruga) - INSANA INSÔNIA – tudo parte de (la)

ode às bacantes!

a gente pode fazer a festa que uiser... e claro, com seu uísque,
e com reservas especiais rs
pode ser a trash 80's do seu avô , da minha avó, da nossa infância, das nossas barrocas, sei lá...

minha cama, minha cama. Minha cama!

te quiero chica!
fui tentar fechar a pálpebra
bju...

--

masturbaçao serve como hipnóticos!
rs
e se quiser preferir, tenho receita de sertralina e bupropiona

-

hehe, adorei, me sinto lisonjeada
com a cara espelhada
cheia de gozo de amizade,
tocada

...

esquina da espinha dorsal
destrinchando os gestos, abismal,
em busca do que nao faça mal
?!

e o que a senhora faz acordada?!
psicologia na esquina?!

jogada na estrada
toda enlameada
sem fumo na palha

fui deitar, mas dado o calor e o fluxo de sangue

em tudo,
peguei um livro do lado da cama
uq eme fez em letras
:P contudo
to aluci.nada

kkk, vestes oxige.nadas

INQUIETAÇOES, SAFANOES, SENOES, CONTORÇOES, INSATISFAÇOES, SERMOES, FEIJOES

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"Saiu, atrás de suas asas ligeiras, sua sombra também vindo-lhe correndo, em pós. Depõe o pote na arca, e vem para perto de mim, enquanto é tempo." (GUIMARÃES)
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