Entorna seus lábios cálidos e graves na pedra pálida. Ciranda que impele sem consternaçao a tépida luz do dia afora. Sentença. Do laranja ao roxo. Você se lembra que cores lindas eram pra gente, querer (de) devaneio, estanque de querelas? Sente, descolado, o néctar das orquídeas. Enorme toque. Desenho flexível. Aroma poroso. Veuillez patienter.
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granular, fulgura, espirituoso e esperançoso, sem meias, palavras no chinelo. o som eclode corado e aflora o ar, de fora dos pulmões ardentes arrebatando a alcunha árdua, desfigurando a face temerosa e afogada; estupendo, most of all.
o tempo faz falta foi o que pensou antes que a luz se apagasse e a tela se acendesse e antes que o filme projetasse nao as imagens esperadas enredadas sem tempo passado ou futuro (só um presente de ninguém) mas sim as fantasias acabadas levadas para a memória para serem esquecidas. há quanto tempo nao ia ao cinema... quanto imaginou entre um apagar e acender de luzes quanto reinventou a vida nas histórias de outros quanto nao foi com ela observar o mover de vidas quanto tempo foi? quanto tempo faz? de repente se perguntou faz o tempo de uma outra vida sem filme na tela faz isso deve ser esse o tempo foi o que resmungou consigo é, fez falta (mais falta que tudo?) ia comentar só que quando viu faltava alguém na cadeira ao lado.